Visitantes

Música Youtube: J.S.Bach - Matthäus-Passion / La Pasión según San Mateo (Leia o texto acompanhando essa maravilhosa obra musical)

O Simbolismo Esotérico da Semana Santa

Quando uma pessoa lê as Epístolas de Paulo, o Apóstolo, com surpresa pode verificar por si mesma que raramente ele menciona Jesus, o Grande Kabir ou o Cristo histórico. Sempre alude a um Cristo Íntimo.

Todo Homem que logra assimilar à Substância-Cristo se converte de fato em um Cristo Vivente.

Na Terra Santa, o grande gnóstico Jesus, educado na terra do Egito, foi quem teve a dita de assimilar o Princípio Crístico Universal e, por isso, mereceu ser batizado com a Seidade do Fogo e da Cruz (Khristus).

O Rabi da Galileia é um Deus porque encarnou totalmente o Cristo Cósmico. Hermes, Quetzalcoatl, Krishna... Deuses são porque também encarnaram o Cristo Cósmico.

O nazareno Jesus é o homem moderno que encarna totalmente o Princípio Crístico Universal. Antes dele, muitos Mestres encarnaram esse Princípio Crístico do Fogo.

Entre os persas, Cristo é Ormuz, Ahuramazda, o terrível inimigo de Ahriman (Satã) que levamos dentro. Entre os hindus é Krishna, o Cristo, e o Evangelho de Krishna é muito semelhante ao de Jesus de Nazaré. Entre os tibetanos, Cristo é “Kuan-yin”, a Voz melodiosa, o Exército da Voz, o Grande Alento, o Sol Central, o Logos Solar, o Verbo de Deus. Entre os egípcios, Cristo é Osíris, e todo aquele que o encarnava era, de fato, um Osirificado. Hermes Trismegisto é o Cristo Egípcio, ele encarnou Osíris. Entre os chineses é Fu-Hi, o Cristo Cósmico, que compôs o I-King, livro das leis, e nomeou ministros- Dragões. Entre os japoneses é Amida, que tem o poder de abrir as portas do “Gokuraku” (o Paraíso). Entre os gregos, o Cristo chama-se Zeus, Júpiter, o Pai dos Deuses. Entre os astecas é Quetzalcoatl, o Cristo mexicano. Entre os Eddas germanos é Balder, o Cristo que foi assassinado por Hoder, Deus da Guerra, com uma flecha de visgo, etc. Assim, poderíamos citar o Cristo Cósmico em milhares de livros arcaicos e velhas tradições que vêm de milhões de anos antes de Jesus. Tudo isto nos convida a aceitar que Cristo é um Princípio Cósmico contido nos princípios substanciais de todas as religiões.

Quando uma forma religiosa cumpriu sua missão, se desintegra. Jesus, o Cristo, foi de fato o iniciador de uma Nova Era. Jesus foi uma necessidade religiosa da época.

(Samael Aun Weor - O Cristo Cósmico e a Semana Santa)

Cristos: Buda, Krishna e Jesus

Osíris, o Cristo Egípcio

Quetzalcoatl, o Cristo Mexicano

Cristo Zeus ou Júpiter

"E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs.". Apocalipse de São João (16: 13-14)

No trabalho interior profundo, dentro do terreno da estrita auto-observação psicológica, temos de vivenciar, de forma direta, todo o drama cósmico.

O Cristo Íntimo eliminará todos os elementos indesejáveis que em nosso interior carregamos. Os múltiplos agregados psíquicos, em nossas profundidades psicológicas, gritam, pedindo crucificação para o Senhor Interior.

Inquestionavelmente, cada um de nós leva em sua psique os três traidores. Judas, o demônio do desejo. Pilatos, o demônio da mente. Caifás, o demônio da má vontade. Estes três traidores crucificam o Senhor das Perfeições, no fundo mesmo de nossa alma.

Trata-se de três tipos específicos de elementos inumanos fundamentais no drama cósmico. Indubitavelmente, o citado drama foi vivido sempre secretamente, nas profundidades da Consciência Superlativa do Ser. Não é, pois, o drama cósmico, propriedade exclusiva do Grande Kabir Jesus, como supõe sempre os ignorantes ilustrados.

Os Iniciados de todas as idades, os Mestres de todos os séculos tiveram que viver o drama cósmico dentro de si mesmos, aqui e agora. Entretanto, Jesus, o Grande Kabir, teve a coragem de representar tal drama íntimo publicamente, na rua e à luz do dia, para abrir o sentido da Iniciação a todos os seres humanos,sem distinção de raça, sexo, casta ou cor.

É maravilhoso que haja alguém que, de forma pública, tivesse ensinado o drama íntimo a todos os povos da Terra. O Cristo Íntimo, não sendo luxurioso, tem que eliminar de si mesmo os elementos psicológicos da luxúria. O Cristo Íntimo, sendo em si mesmo paz e amor, deve eliminar de si mesmo os elementos indesejáveis da ira. O Cristo Íntimo, não sendo cobiçoso, deve eliminar de si mesmo os elementos indesejáveis da cobiça.

O Cristo Íntimo, não sendo invejoso, deve eliminar de si mesmo os agregados psíquicos da inveja. O Cristo Íntimo, sendo humildade perfeita, modéstia infinita, simplicidade absoluta, deve eliminar de si mesmo os asquerosos elementos do orgulho, da vaidade, da presunção.

O Cristo Íntimo, a Palavra, o Logos Criador, vivendo sempre em constante atividade, tem que eliminar, em nosso interior, em si mesmo e por si mesmo, os elementos indesejáveis da inércia, da preguiça, do estancamento.

O Senhor da Perfeição, acostumado a todos os jejuns, de têmpera, jamais amigo das bebedeiras e dos grandes banquetes, tem que eliminar de si mesmo os abomináveis elementos da gula.

Estranha simbiose a do Cristo Jesus, o Cristo Homem; rara mescla do divino e do Humano; do perfeito e do imperfeito; prova sempre constante para o Logos.

O mais interessante de tudo isto é que o Cristo Secreto é um triunfador; alguém que vence constantemente as trevas; alguém que elimina as trevas de dentro de si mesmo aqui e agora.

O Cristo Secreto é o Senhor da Grande Rebelião, rechaçado pelos sacerdotes, pelos anciãos e pelos escribas do templo.

Os sacerdotes o odeiam; quer dizer, não o compreendem. Querem que o Senhor das Perfeições viva exclusivamente no tempo, de acordo com seus dogmas inquebrantáveis.

Os anciãos, quer dizer, os moradores da Terra, os bons donos de casa, as pessoas judiciosas, as pessoas de experiência, aborrecem o Logos, o Cristo Vermelho, o Cristo da Grande Rebelião, pois este sai do mundo de seus hábitos e costumes antiquados, reacionários e petrificados em muitos ontens.

Os escribas do templo, os velhacos do intelecto aborrecem o Cristo Íntimo, porque este é a antítese do Anticristo, o inimigo declarado de toda esta podridão de teorias universitárias que tanto abunda nos mercados de corpos e almas.

Os três traidores odeiam mortalmente o Cristo Secreto e o conduzem à morte dentro de nós mesmos e em nosso próprio espaço psicológico.

Judas, o demônio do desejo, troca sempre o Senhor por trinta moedas de prata; quer dizer, por licores, dinheiro, fama, vaidades, fornicações, adultério, etc.

Pilatos, o demônio da mente, sempre lava as mãos; sempre se declara inocente, nunca tem a culpa. Constantemente se justifica ante si mesmo e ante os demais; busca evasivas, escapatórias para iludir suas próprias responsabilidades, etc.

Caifás, o demônio da má vontade, trai incessantemente o Senhor dentro de nós mesmos.

O Adorável Íntimo lhe dá o báculo para pastorear suas ovelhas; o cínico traidor converte o altar em leito de prazeres; fornica incessantemente, adultera, vende os sacramentos, etc.

Estes três traidores fazem sofrer, secretamente, o Adorável Senhor Íntimo, sem compaixão alguma. Pilatos fez com que ponham a coroa de espinhos sobre suas têmporas. Os malvados eus o flagelam, insultam-no e o maldizem, no espaço psicológico íntimo, sem piedade de nenhuma espécie.

(Samael Aun Weor - A Grande Rebelião, Cap. 26: Os Três Traidores)

Judas, o demônio do desejo do desejo

Pilatos, o demônio da mente

Caifás, o demônio da má vontade

No Selo de Salomão, o triângulo superior representa a Tríade Imortal Eterna. O triângulo inferior representa os Três Traidores que estão dentro de nós mesmos:

1º DEMÔNIO DO DESEJO
2º DEMÔNIO DA MENTE
3º DEMÔNIO DA MÁ VONTADE

Eles são os Três Maus Amigos de Jó. Os três assassinos de Hiram Abiff.

SIMBOLOGIA CRISTÃ: JUDAS, CAIFÁS, PILATOS

SIMBOLOGIA EGÍPCIA: APOPI, HAI, NEBT

SIMBOLOGIA MAÇÔNICA: SEBAL, ORTELUK, STOKIN

Estes Três Traidores vivem na Mente, estão dentro de nós mesmos. Recordemos que o Dante representa a Lucifer no centro da Terra com três bocas e em cada uma de suas bocas há um traidor.

(Samael Aun Weor - Tarot e Cabala)

Selo de Salomão

Selo de Salomão

A SEMANA SANTA - Samael Aun Weor

Meus caros irmãos, entendam todos o que é a Semana Santa. A Semana Santa tem sete dias. Nos tempos antigos, tudo era regido pelo calendário solar: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno.
Os dias eram: dia da Lua (domingo), dia de Mercúrio (Segunda-feira), dia de Vênus (terça), dia do Sol (quarta), dia de Marte (quinta), dia de Júpiter (sexta) e dia de Saturno (sábado). Infelizmente, este calendário foi alterado por tipos fanáticos na Idade Média. A Semana Santa é profundamente significativa. Recordem os sete e os três passos da Maçonaria.

O Cristo deve arder em primeiro lugar no nosso corpo humano. Mais tarde, a chama deve se depositar no fundo da alma e por último, no fundo do espírito. Esses três passos através das sete esferas são profundamente significativos. Obviamente, esses três passos básicos e fundamentais acham-se contidos nas sete esferas do mundo e do universo.

Inquestionavelmente, a Semana Santa tem raízes esotéricas bem profundas porque o Iniciado deve trabalhar sobre as forças lunares, sobre as forças de Mercúrio, com as forças de Vênus, do Sol, de Marte, de Júpiter e de Saturno. O Logos desenvolve-se em sete regiões e de acordo com os sete planetas do Sistema Solar.

A chama deve aparecer no corpo físico, deve avançar pelo corpo vital, prosseguir seu caminho pela senda astral, continuar sua viagem pelo mundo da mente, deve chegar até a esfera do mundo causal, continuar ou prosseguir sua viagem pelo mundo búdico ou intuicional e por último, no sétimo dia, terá chegado ao mundo de Atman, o mundo do espírito. Então, o Mestre receberá o Batismo de Fogo que o transformará radicalmente.

Obviamente, todo o Drama Cósmico, tal como está escrito nos quatro evangelhos, deverá ser vivido dentro de nós mesmos aqui e agora. Isso não é algo meramente histórico, é algo para se viver aqui e agora.

Os três traidores que crucificam o Cristo e que o levam à morte estão dentro de nós mesmos. Os maçons os conhecem e os gnósticos também os conhecem: Judas, Pilatos e Caifás. Judas é o demônio do desejo que nos atormenta. Pilatos é o demônio da mente que para tudo tem desculpa. Caifás é o demônio da má vontade que prostitui o altar.

Esses são os três traidores que vendem o Cristo por 30 moedas de prata. As trinta moedas representam todos os vícios e paixões da humanidade. Trocam o Cristo pelas garrafas nos bares, trocam o Cristo pelo prostíbulo ou pelo leito de Procusto, trocam o Cristo pelo dinheiro, pelas riquezas, pela vida sensual... vendem-no por 30 moedas de prata.

Irmãos, lembrem-se que foram as multidões que pediram a crucificação do Senhor. Todas essas multidões gritam: Crucifica! Crucifica! Não são só as de 2 mil anos atrás, não! Essa gente que pede a crucificação do Senhor está dentro de nós mesmos, e repito: aqui e agora! São os agregados psíquicos desumanos que carregamos em nosso interior, são todos esses elementos psíquicos indesejáveis que levamos dentro, os demônios vermelhos de Seth, viva personificação de todos os nossos defeitos de tipo psicológico. São eles os que gritam: Crucifica! Crucifica! E o Senhor é entregue à morte. Quem o açoita? Não são por acaso todas essas multidões que levamos em nosso interior? Quem cospe nele? Não são todos esses agregados psíquicos que personificam nossos defeitos? Quem coloca nele a coroa de espinhos? Não são por acaso todas essas criações do inferno que nós mesmos geramos?

O acontecimento da história crística não é de ontem, é de agora, do presente. Não pertence meramente a um passado, como julgam os ignorantes ilustrados. Porém, aqueles que compreenderem, trabalharão para a cristificação.

O Senhor é erguido no Calvário e sobre os cumes majestosos do Calvário dirá: "Aquele que crê em mim nunca andará nas trevas, mas terá a luz da vida. Eu sou o pão da vida. Eu sou o pão vivo, e o que come de minha carne e bebe de meu sangue terá a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. O que come da minha carne e bebe do meu sangue, em mim mora e eu nele." O Senhor não guarda rancor de nenhuma pessoa.

"Meu Pai, em tuas mãos encomendo meu espírito!" Pronunciada esta grande palavra, não se escutará senão raios e trovões em meio a grandes cataclismos interiores. Cumprido este trabalho do espírito no corpo, o Cristo, Krestos, Christus ou Vishnu, o que penetra, será depositado em seu místico sepulcro.

Eu lhes digo em nome da verdade e da justiça que depois disso, no terceiro dia, após o terceiro ato, será levantado, ressuscitado no Iniciado, para transformá-lo numa criatura perfeita. Quem o conseguir se converterá de fato em um deus terrivelmente divino, além do bem e do mal.

Assim, o Cristo, Nosso Senhor, o Espírito do Fogo, desce. Ele quer entrar em cada um para transformá-lo, para salvá-lo, para aniquilar seus agregados psíquicos que carrega em seu interior, para fazer dele algo diferente, para convertê-lo em deus.

Temos de aprender a ver o Cristo não do ponto de vista meramente histórico, mas como o fogo, como uma realidade presente, como INRI.

Diz-se que Ele tinha 12 Apóstolos, pois esses 12 Apóstolos estão dentro de nós mesmos aqui e agora. São as 12 partes fundamentais de nosso próprio Ser, as 12 Potestades dentro de cada um de nós, em nosso próprio Ser interior profundo.

Há um Pedro que entende profundamente dos Mistérios do sexo.
Há um João que representa o Verbo, a Grande Palavra. Heru Pa-Kroat.
Há também um Tomé que nos ensina a dirigir a mente.
Há um Paulo que nos mostra o caminho da sabedoria, da filosofia, da gnose.
Dentro de nós está também Judas. Não aquele Judas que entrega o Cristo por 30 moedas de prata e sim um Judas diferente. Um Judas que entende a fundo a questão do Ego. Um Judas cujo evangelho irá nos levar à dissolução do mim mesmo, do si mesmo.
Há um Felipe que é capaz de nos ensinar a viajar fora do corpo físico através do espaço.
Há um André que nos indica com precisão meridiana o que são os Três Fatores de Revolução da Consciência: Nascer ou como se fabricam os corpos existenciais superiores do Ser. Morrer ou como se desintegram os fatores particulares que se relacionam conosco especificamente e em cada um de nós. Sacrifício pela humanidade: a cruz de Santo André. Indica a mescla de enxofre e mercúrio tão indispensável para a criação dos corpos existenciais superiores do Ser mediante o cumprimento do DEVER PARLOK. Isto é profundamente significativo.


Mateus, científico qual ninguém, existe em nós e ensina-nos a Ciência Pura, desconhecida pelos cientistas que só conhecem essa podridão de teorias universitárias que hoje estão em moda e amanhã passam a fazer parte da história... Ciência pura é completamente diferente! Somente Mateus pode nos instruir nela.


Lucas, com seu evangelho solar, é profeta. Ele nos indica como haverá de ser a vida na Idade de Ouro.

Cada um dos 12 está dentro de nós mesmos porque Nosso Senhor tem 12 partes fundamentais, os 12 Apóstolos, aqui e agora.

SAMAEL AUN WEOR

Jesus e seus 12 Discípulos na Santa Ceia

Jesus em hebraico é Jeshuá; Jeshuá significa Salvador, e, como Salvador, nosso Jeshuá particular tem de nascer neste estábulo que temos dentro de nós para realizar a Grande Obra; Ele é o "Magnésio Interior" do Laboratório Alquimista. O Grande Mestre deve surgir no fundo de nossa Alma, de nosso Espírito.

O mais duro para o Cristo Íntimo, após seu nascimento no coração do Homem, é precisamente o Drama Cósmico, sua Via Crucis. No Evangelho as multidões aparecem pedindo a crucificação do Senhor; essas não são multidões de ontem, de um passado remoto, como se supõe, de algo que ocorreu há 1975 anos. Não, senhores, essas multidões estão dentro de nós mesmos, são nossos famosos “Eus”; dentro de cada pessoa moram milhares de pessoas, o “Eu odeio”, o “Eu tenho ciúmes”, o “Eu sinto inveja”, o “Eu sou cobiçoso”, ou seja, todos os nossos defeitos, e cada defeito é um “Eu” diferente. É claro que essas multidões que trazemos dentro de nós, que são nossos famosos “Eus”, são os que gritam:

“Crucifiquem-no, crucifiquem-no !”

Quanto aos Três Traidores, já sabemos que no Evangelho Crístico são Judas, Pilatos e Caifás. Quem é Judas? O Demônio do Desejo. Quem é Pilatos? O Demônio da Mente. Quem é Caifás? O Demônio da Má Vontade.

Mas é preciso esclarecer isto, para que se possa compreender melhor. Judas, o Demônio do Desejo, troca o Cristo Íntimo por trinta moedas de prata: 30 (3 + 0=3), esta é uma soma cabalística, ou seja, troca-o pelas coisas materiais, pelo dinheiro, pela bebida, pelo luxo, pelos prazeres animais, etc.

Quanto a Pilatos, é o Demônio da Mente; este sempre “lava as mãos”, nunca tem culpa, para tudo encontra uma evasiva, uma justificativa, jamais se sente responsável.

Realmente, estamos sempre justificando todos os defeitos psicológicos que temos em nosso interior, jamais nos julgamos culpáveis. Muita gente me diz: “Acredito ser uma boa pessoa; eu não mato, não roubo, sou caridoso, não sou invejoso“, ou seja, são todos cheios de virtude, perfeitos, segundo eles próprios; “ignoto”, é o que tenho a dizer diante de tanta perfeição.

Assim, olhando as coisas como são, em seu cru realismo, esse Pilatos sempre lava as mãos, nunca se considera culpado.

Quanto a Caifás, francamente, considero o mais perverso de todos. Pensem no que representa Caifás: muitas vezes o Cristo Íntimo nomeia um Sacerdote, um Mestre ou Iniciado para que guie suas ovelhas e as apascente, lhe entrega a autoridade e o põe à frente de uma congregação, e o tal Sacerdote, Mestre, Iniciado, etc., em vez de guiar seu povo sabiamente, vende os Sacramentos, prostitui o Altar, fornica com as devotas, etc., ou seja, trai o Cristo Íntimo; isto é o que faz Caifás.

É doloroso isto? É claro, é horrível, é uma traição do tipo mais sujo que há, e não há dúvida de que muitas religiões se prostituíram e muitos sacerdotes traíram o Cristo Íntimo; não me refiro a nenhuma seita em particular, mas a todas as religiões do mundo. Inclusive grupos esotéricos, dirigidos por verdadeiros Iniciados, e estes, muitas vezes traidores, traíram o Cristo Íntimo.

Tudo isto é doloroso, infinitamente doloroso. Caifás é o que há de mais sujo. Estes três traidores levam o Cristo Íntimo ao suplício.

Pensem por um instante no Cristo Íntimo, no mais profundo de cada um de vocês, Senhor de todos os processos mentais e emocionais, lutando por salvá-los, sofrendo terrivelmente; os próprios Eus de vocês protestando contra Ele, blasfemando, pondo-lhe a coroa de espinhos, açoitando-o.

Bem, esta é a crua realidade dos fatos, este é o Drama Cósmico vivido interiormente.

Finalmente, este Cristo Íntimo deverá subir ao Calvário e baixar ao sepulcro, com sua morte mata a morte, isto é a última coisa que faz.

Posteriormente ressuscita no Iniciado e o Iniciado ressuscita n’Ele. Então a Grande Obra está realizada, “consummatum est”.


Mensagem de Natal 1975 - Samael Aun Weor

Jesus Ressurreto

Vídeo: Os Três Traidores do Cristo Íntimo - Samael Aun Weor

Como vimos, o Mestre Samael nos elucidou todo processo, o verdadeiro significado de todo o Drama Cósmico vivido por Jesus, O Cristo, simbolizando todo o processo íntimo pelo qual passamos.

Reflitamos: Onde estão os "nossos Judas, Pilatos e Caifás interiores"? Onde está a multidão que grita pela crucificação do nosso "Cristo Interior"? Como os detectamos?

 

Os detectamos por meio da auto-observação psicológica e, assim, poderemos desintegrá-los com a ajuda da Mãe Divina Devi Kundalini Shakti.

Os Judas, Pilatos e Caifás interiores de nós mesmos são as facetas, os detalhes do Ego que afloram no dia a dia dos nossos ginásios psicológicos.

Por meio de quais mínimos detalhes o nosso "Judas interior" vende o nosso "Cristo Interior" por prazeres materiais/sexuais/sensoriais/gustativos/emocionais? Encontramos a resposta nos olhares morbosos, nas lembranças, nos desejos de vingança, na ambições, nos sentimentalismos, nos apegos, nos ciúmes etc.

Por meio de quais detalhes o nosso "Pilatos interior" justifica-se ante o nosso "Cristo Interior" e ante aos demais as suas atitudes reprováveis? Tais atitudes reprováveis são as próprias atuações do Ego nos 5 centros. O Pilatos interior lava suas mãos nas águas da justificativa. Tais justificativas são as atuações do ego no centro intelectual. Graças ao Pilatos, não reconhecemos nossas próprias falhas, porque ele sempre as oculta com suas justificativas.

Por meio de quais detalhes o "Caifás interior" atua? Através dos detalhes do Ego que se constituem na má vontade: Má vontade para ajudar/auxiliar o próximo; para as práticas gnósticas e para nos auto-observarmos (preguiça); má vontade para entregarmos o ensinamento (preguiça e egoísmo), má vontade para os Três Fatores (negligência, egoísmo, preguiça) etc. Também, nas fornicações, adultérios, calúnias, comercialização do ensinamento etc.

"Cristo é o Fogo do Fogo, a Chama da Chama, a Assinatura Astral do Fogo. Sobre a cruz do Mártir do Calvário está definido o Mistério do Cristo com uma só palavra que consta de quatro letras: INRI - Ignis Natura Renovatur Integram - "O Fogo Renova Incessantemente a Natureza".

O advento do Cristo no coração do homem nos transforma radicalmente. Cristo é o LOGOS SOLAR, Unidade Múltipla Perfeita. Cristo é a vida que palpita no universo inteiro, é o que é, o que sempre foi e o que sempre será." (Samael Aun Weor - A Grande Rebelião)

O Cristo é a Força Criadora, a Força Cósmica que toma posse dentro do Mestre, quando ele está concluindo a Segunda Montanha da Iniciação. Quando citamos "Cristo Interior" nos exemplos acima, não significa que tenhamos o Cristo encarnado em nós. Jesus já havia encarnado o seu Cristo Íntimo, ou a Força Crística Universal, porque já estava na segunda Montanha. Quando citamos "Cristo Interior", devemos entender, metaforicamente, como a nossa essência divina que está aprisionada nos mais distintos agregados psicológicos personificados, metaforicamente, como Judas, Pilatos e Caifás. Todo Iniciado, já Mestre, deve viver nos mundos superiores todo o Drama Cósmico, porém, como se fosse em carne e osso, igual Jesus viveu a mais de dois mil anos atrás. Entretanto, toda essa simbologia serve de profunda reflexão e exemplo para todos nós que estamos nesse caminho.

Que a Semana Santa seja, para nós, um período de reflexão, recolhimento e meditação sobre o Drama do Cristo Cósmico e sobre nossas vidas.

Abaixo, trechos do livro "A Águia Rebelde" do V.M. Rabolú:

 

P. – Mestre, por que, quando, nestas épocas das festas do Cristo, na Semana Santa, no Natal, se nos pomos em festa, vamos abaixo?

 


V.M. – Veja, os diabos festejam a Semana Santa como um triunfo deles, porque morreu o Cristo. Não? Se nós nos metemos também nesse mesmo plano, estamos festejando a morte do Cristo. Então, nós nunca devemos estar em pândegas, nessas coisas. Deve haver recolhimento, silêncio, meditação em sua casa, sem escândalo nenhum, para não se imitar aos diabos ou cair no mesmo plano de um demônio.


P. – Isso é só na Semana Santa ou também no Natal?


V.M. – Porque foi a morte e ressurreição do Cristo. Quando morreu, toda a loja negra soltou o grito de felicidade, porque foi um triunfo para eles, porque acreditavam que ficava aí, que já se havia acabado essa contraparte deles. Então, aí foi o triunfo D'Ele, do Cristo. Aí foi o triunfo D'Ele, porque, como se diz esotericamente – pergunta-se por um Mestre ou por um iniciado – dizem-nos: “Tragou-o a terra!". Respondem-nos: "A esse, tragou-o a terra!". Passou pela morte e ressurreição do processo do Cristo. Morre para nascer de verdade. Ou dizem também, respondem-nos: “Tragou-o o Absoluto!".. Porque, esotericamente se fala assim: Tragou ou vomitou. Então, quando alguém se libera, perguntam: “E fulano? O Mestre fulano?". Tragou-o o Absoluto. Já se sabe que se liberou, já chegou à liberação.

Paz Inverencial!

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now