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Psicologia Revolucionária - Samael Aun Weor

Prólogo da Obra Tratado de Psicologia Revolucionária

Qual é o objetivo real de nossa existência? Para que estamos aqui? Por quê?

Isto é algo que devemos elucidar com claridade meridiana; isto é algo que devemos sopesar, analisar, julgar serenamente.


Vivemos, no mundo, com que objetivo? Sofremos o indizível para quê? Lutamos para conseguir isso que se chama pão, agasalho e abrigo e, depois de tudo, o quê? Em que ficam todos os nossos esforços? Viver por viver, trabalhar para viver e logo morrer é, acaso, algo maravilhoso? Em verdade, amigos, faz-se necessário compreender o sentido de nossa existência, o sentido do viver.

Há duas linhas na vida: a uma delas poderíamos chamar horizontal, a outra, vertical. Elas formam uma cruz dentro de nós mesmos, aqui e agora, nem um segundo mais adiante, nem um segundo mais atrás. Necessitamos objetivar um pouco estas duas linhas.

A horizontal começa com o nascimento e termina com a morte; ante cada berço existe a perspectiva de um sepulcro, tudo o que nasce deve morrer. Na horizontal está todo o processo do nascer, crescer, reproduzir-se, envelhecer e logo morrer. Na horizontal estão os vãos prazeres da vida: licores, fornicações, adultérios, etc. Na horizontal está a luta pelo pão de cada dia, a luta por não morrer, por existir sob a luz do sol. Na horizontal estão todos esses sofrimentos íntimos da vida prática, do lar, da rua, do escritório, etc. Nada maravilhoso pode nos oferecer a linha horizontal.

Mas, existe outra linha totalmente diferente; quero referir-me, de forma enfática, à vertical. Esta vertical é interessante. Nela encontramos os distintos níveis do Ser; nela estão os poderes transcendentais e transcendentes do Intimo; nesta vertical estão os poderes esotéricos, os poderes que divinizam, a Revolução da Consciência, etc.

 

Com as forças da vertical nós podemos influir decididamente sobre os aspectos horizontais da vida prática; podemos mudar, totalmente, nosso próprio destino, fazer de nossa vida algo diferente, algo distinto e passarmos a ser algo totalmente distinto do que fomos, do que somos, do que temos conhecido nesta amarga existência.


A vertical é, pois, maravilhosa, revolucionária por natureza; porém, necessita-se ter um pouco de inquietudes.

Antes de tudo, pergunto-me e pergunto a todos: Estamos, acaso, contentes com o que somos? Quem de vocês sente-se feliz, no sentido mais completo da palavra?

Tratado de Psicologia Revolucionária - Capítulo 02: A Escada Maravilhosa

Temos que anelar uma mudança verdadeira, sair desta rotina aborrecedora, desta vida meramente mecânica, cansativa...

O que devemos compreender primeiro, com toda clareza, é que cada um de nós, seja burguês ou proletário, abastado ou da classe média, rico ou miserável, encontra-se realmente em tal ou qual Nível de Ser...

O Nível de Ser do bêbado é diferente daquele do abstêmio, o da prostituta muito diferente do da donzela. Isto que estamos dizendo é irrefutável, irrebatível...

Ao chegar a esta parte de nosso capítulo, nada perderemos se imaginarmos uma escada que se estende de baixo para cima, verticalmente, com muitíssimos degraus...

Inquestionavelmente, em algum destes degraus nos encontramos. Degraus abaixo haverá pessoas piores que nós. Degraus acima estarão pessoas melhores que nós...

Nesta Vertical extraordinária, nesta escada maravilhosa, é claro que podemos encontrar todos os Níveis de Ser... Cada pessoa é diferente e isto ninguém pode refutar...

Não estamos falando de caras feias ou bonitas, nem se trata tampouco de uma questão de idade.  Há pessoas jovens e velhas, anciãos que já estão para morrer e crianças recém-nascidos...

A questão do tempo e dos anos, isso de nascer, crescer, desenvolver-se, casar-se, reproduzir-se, envelhecer e morrer, é exclusivo da Horizontal...

Na “Escada Maravilhosa”, na Vertical, o conceito de tempo não cabe. Nos degraus de tal escala, só podemos encontrar “Níveis de Ser”...

A esperança mecânica das pessoas não serve para nada.  Acreditam que, com o tempo, as coisas serão melhores.  Assim pensavam nossos avós e bisavós. Os fatos vieram a demonstrar justamente o contrário...

O “Nível de Ser” é o que conta, e isto é Vertical. Encontramo-nos em um degrau, mas podemos subir a outro degrau...

A “Escada Maravilhosa” de que estamos falando, e que se refere aos distintos “Níveis de Ser”, certamente nada tem a ver com o tempo linear...

Um “Nível de Ser” mais alto está imediatamente acima de nós de instante em instante...

Não está em nenhum remoto futuro horizontal, mas aqui e agora, dentro de nós mesmos, na Vertical...

É evidente, e qualquer um pode compreender, que as duas linhas, Horizontal e Vertical, se encontram a cada momento em nosso interior psicológico e formam Cruz...

A personalidade manifesta-se e desenvolve-se na linha Horizontal da vida. Nasce e morre dentro de seu tempo linear, é perecedora. Não existe nenhum amanhã para a personalidade do morto. Não é o Ser...

 

Os Níveis do Ser, o Ser mesmo, não são do tempo, nada têm a ver com a linha Horizontal. Encontram-se dentro de nós mesmos, agora, na Vertical...

Seria evidentemente absurdo buscar nosso próprio Ser fora de nós mesmos...

Podemos assentar como corolário o seguinte: títulos, graus, ascensões, etc., no mundo físico exterior, de modo algum poderiam originar exaltação autêntica, revalorização do Ser, passagem a um degrau superior nos “Níveis do Ser”.

Educação Fundamental Cap. 31 - A Psicologia Revolucionária - Samael Aun Weor

Os mestres e mestras de escolas, colégios, universidades devem estudar profundamente a Psicologia Revolucionária que ensina o Movimento Gnóstico Internacional. A Psicologia Revolucionária em Marcha é radicalmente diferente de tudo o que antes se conheceu com este nome.

 

Fora de toda dúvida, podemos dizer, sem temor de nos equivocar, que, no curso dos séculos que nos precederam da noite profunda de todas as idades, jamais a Psicologia tinha caído tão baixo como atualmente nesta época de rebeldes sem causa e cavaleirinhos do rock.

 

A Psicologia Retardatária e Reacionária destes tempos modernos, para cúmulo de desgraças, perdeu infelizmente seu sentido de ser e todo contato direto com sua verdadeira origem.

 

Nestes tempos de degeneração sexual e total deterioração da Mente, já não somente se faz impossível definir, com inteira exatidão, o termo “Psicologia”, mas, sim, além disso, se desconhecem verdadeiramente as matérias fundamentais da Psicologia.

 

Quem equivocadamente supõe que a Psicologia é uma ciência contemporânea de ultima hora, está realmente equivocado porque a Psicologia é uma ciência antiquíssima que tem sua origem nas velhas escolas dos Mistérios Arcaicos.

 

Ao tipo do esnobe, ao patife ultramoderno, ao retardatário, resulta-lhe impossível definir isso que se conhece como Psicologia porque, à exceção desta época contemporânea, é óbvio que a Psicologia jamais existiu sob seu próprio nome devido a que, por tais ou quais motivos, sempre foi suspeita de tendências subversivas de caráter político ou religioso e, por isso, se viu na necessidade de disfarçar-se com múltiplas roupagens.

 

Nos antigos tempos, nos distintos cenários do Teatro da Vida, a Psicologia representou sempre seu papel, disfarçada inteligentemente com a roupagem da Filosofia.

 

À beira do Ganges, na Índia Sagrada dos Vedas, da noite aterradora dos séculos, existem formas de Ioga que no fundo vem a ser pura Psicologia Experimental de altos vôos.

As Sete Iogas foram descritas como métodos, procedimentos ou sistemas filosóficos.

 

No mundo Árabe, os Sagrados Ensinos dos Sufis, em parte metafísicos e em parte religiosos, são realmente de ordem totalmente psicológica.

 

Na velha a Europa podre até o tutano dos ossos com tantas guerras, preconceitos raciais, religiosos, políticos, etc., ainda, até finais do século passado, a Psicologia se disfarçou com o traje da Filosofia para poder existir desapercebida.

 

A Filosofia, apesar de suas divisões e subdivisões como são a Lógica, a Teoria do Conhecimento, a Ética, a Estética, etc., é, fora de toda dúvida, em si mesma, Auto-Reflexão Evidente, Cognição Mística do Ser, Funcionalismo Cognitivo da Consciência Acordada.

Rei Arthur, os Cavaleiros da Távola Redonda e a busca pelo Santo Graal

O erro de muitas escolas filosóficas consiste em ter considerado a Psicologia como algo inferior à Filosofia, como um pouco relacionado unicamente com os aspectos mais baixos e até corriqueiros da natureza humana.

 

Um estudo comparativo das religiões nos permite chegar à conclusão lógica de que a Ciência da Psicologia sempre esteve associada, em forma muito íntima, a todos os princípios religiosos.

 

Qualquer estudo comparativo das religiões vem a nos demonstrar que, na Literatura Sagrada mais ortodoxa de diversos países e diferentes épocas, existem maravilhosos tesouros da Ciência Psicológica.

 

Investigações de fundo no terreno do gnosticismo nos permitem achar essa maravilhosa compilação de diversos autores gnósticos que vem dos primeiros tempos do cristianismo e que se conhece sob o titulo de "PHILOKALIA”, usada ainda em nossos dias na Igreja Oriental, especialmente para a instrução dos monges. Fora de toda dúvida e sem o mais mínimo temor a cair em enganos, podemos afirmar enfaticamente que a Philokalia é essencialmente pura Psicologia Experimental.

 

Nas antigas escolas de Mistérios da Grécia, Egito, Roma, Índia, Pérsia, México, Peru, Assíria, Esquenta, etc., etc., etc., a Psicologia sempre esteve ligada à Filosofia, à Arte Objetiva Real, à Ciência e à Religião.

 

Nos Antigos tempos, a Psicologia se ocultava inteligentemente entre as formas graciosas das dançarinas sagradas ou entre o enigma dos estranhos hieróglifos ou as belas esculturas ou na poesia ou na tragédia e até na música deliciosa dos tempos.

 

Antes que a Ciência, a Filosofia, a Arte e a Religião se separassem para viver independentemente, a Psicologia reinou soberana em todas as antiquíssimas Escola de Mistérios.

 

Quando os Colégios Iniciáticos se fecharam devido ao Kali-trampa ou Idade Negra em que ainda estamos, a Psicologia sobreviveu entre o simbolismo das diversas escolas esotéricas e pseudo-esotéricas do mundo moderno, e, muito especialmente, entre o Esoterismo Gnóstico.

 

Profunda Análise e investigações de fundo permitem-nos compreender, com toda claridade meridiana, que os distintos sistemas e doutrinas psicológicas que existiram no passado e que existem no presente, podem se dividir em duas categorias:

 

Primeira: As doutrinas tal como muitos intelectuais as supõem. A Psicologia Moderna pertence, de fato, a esta categoria.

 

Segunda: As doutrinas que estudam ao homem do ponto de vista da Revolução da Consciência.

 

Estas últimas são, na verdade, as Doutrinas Originais, as mais antigas. Só elas nos permitem compreender as origens viventes da Psicologia e sua profunda significação.

 

Quando todos nós tenhamos compreendido, em forma integra e em todos os níveis da mente, quão importante é o estudo do homem do novo ponto de vista da Revolução da Consciência, entenderemos, então, que a Psicologia é estudo dos Princípios, Leis e Feitos intimamente relacionados com a Transformação Radical e Definitiva do Indivíduo.

 

É urgente que os mestres e mestras de escolas, colégios e universidades compreendam, em forma íntegra, a hora critica em que vivemos e o catastrófico estado de desorientação psicológica em que se encontra a nova geração.

 

É necessário se encaminhar à nova onda pelo caminho da Revolução da Consciência, e isto só é possível mediante a Psicologia Revolucionária da Educação Fundamental.

"Não há religião superior à verdade" (Helena Petrovna Blavatsky)

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